14 de setembro de 2009

o velho e o novo

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Ao que parece, a sociedade actual, anda muito preocupada com esta coisa de não se envelhecer. anda tudo atrás do santo graal.
Anda tudo a ficar velho por dentro a tentar preservar um arzinho de gaito.
No entanto, não é o caso do que venho aqui ilustrar. Antes pelo contrário.
Como podem perceber pela fachada, ou talvez não, trata-se de um edifício Art Déco. No caso, é um edifício construído em singapura, e não não deixa de me lembrar uma shanghai que nunca conheci, ou uma indochina que me está marcada numa memória do que não vivi.

Deixando as memórias fantasiosas de parte, existe por esse mundo fora, uma vaga de destruição, ou de guerra, diria melhor, guerrilha urbana, ao velho.
Gostei deste gesto em que se preserva uma fachada com todo o requinte que a traça lhe confere, aos olhos, obviamente de um saudosismo por estilos que marcaram uma época deixando, no entanto, que uma nova história tome lugar no seu interior num harmonioso diálogo entre dois tempos. Como em tudo na vida, os opostos, não, não ia dizer que os opostos se atraem, os opostos, quando colocados lado a lado, acabam por se destacar mais.
Irrita-nos mais um ruído se estivermos em silêncio, bebemos mais água se estivermos com muita sede, e não é à toa que o capuchinho vermelho é vermelho, no meio da floresta verde, (afinal o verde é complementar do vermelho).
Outro aspecto interessante, é que um dos motes para este projecto foi a Luz. Ou melhor, segundo parece, os clientes pediram que isso fosse levado em consideração, porquê?
Ora, porque a casa era muito escura, se a casa é muito escura, faça-se luz, luz, sombra.
Com esta coisa dos complementares em mente, foi criado uma história nova numa casa velha.

E renovou-se uma casa tradicional com a inserção de um pátio, e ainda houve espaço para uma piscina. Esta ideia das piscina dentro de casa é uma coisa que, deixem-me que vos diga, aqui em brasília, deveria ser obrigatório. Porquê? porque isto é seco, muito seco. Vá, ok, pelo menos durante o período da seca. Seria um humidificador natural. Nunca fui a Singapura, nem sei se por lá o clima é seco, mas, se for esse o caso, está explicado.

Não estão a entender nada, não? querem que faça um desenho? Ok, não fui eu que fiz mas serve, fiquem com o desenhito...
Esta coisa dos créditos não pode ficar esquecida, portanto cá vai.
O projecto é do atelier, ong&ong e vale a pena irem lá ver outros projectos deles, em que eles projectam dentro do confronto entre o velho e o novo.
Para verem mais fotos, ide aqui, onde descobri este projecto, podem ver mais imagens e ler mais sobre o assunto se estiverem interessados.
Se quiserem ver mais fotos do gajo que disparou os clics que ilustram o post, aqui vai, o nome dele é Derek Swalwell e também vale a visita.