4 de março de 2005

ao sabor do vento

Olhaste um dia para um dos mil pedaços meus e reconheceste-me.
Colaste os cacos, juntaste as mais ínfimas partes caídas no soalho da casa.
Afastaste as cortinas, escancarando-me as janelas.
Disseste-me que olhasse,
que cheirasse,
que inspirasse o ar emanado pela mesma árvore que antes me ensombrara os dias.
Mais tarde diverti-me a observar as sombras na cortina, vendo que não passavam de projectadas formas, num bailado ao sabor do vento.
Ainda ouvi as folhas enquanto te admirei uma última vez.
Adormeci colado a ti, descansado, protegido,
sabendo-te ali mesmo depois de partires.

4 comentários:

Carlos Xavier disse...

Continuo de olho, a ver se andas a fazer disparates...
Se reparar que sim, talvez alguém que tu nao queiras venha a saber.

bruno disse...

és uma pessoa divertida c.xavier.
isso resulta com alguém?
já não aparecias aqui há algum tempo, divirto-me sempre que leio as tuas mensagens...
prometo que vou ter mais cuidado com os tais disparates... ehehe volta sempre.

bruno disse...

és uma pessoa divertida c.xavier.
isso resulta com alguém?
já não aparecias aqui há algum tempo, divirto-me sempre que leio as tuas mensagens...
prometo que vou ter mais cuidado com os tais disparates... ehehe volta sempre.

espero-te... disse...

há muitas vezes em que sentimos que é preciso que colem os nossos pedaços feitos cacos e simplesmente quem o podia fazer já partiu. porque ainda que saibas que continua aí mesmo depois de partir, ás vezes não basta. Precisas mesmo dessa pessoa ao teu lado. que te diga: quero estar contigo incondicionalmente, ultrapassando todas as barreiras, todas as limitações. porque não quero saber-te aqui depois de partires, quero que não partas...