13 de abril de 2005

coisa do passado

No programa do 4º ano da disciplina de projecto, em que devemos projectar um campus universitário, podemos encontrar, perdida no meio das inúmeras dependências, uma sala de internet a incluir no projecto.
Como estudante de arquitectura cabe-me pensar um espaço num tempo que está ainda por vir, onde alunos de arquitectura e design possam caminhar rumo ao futuro.
Neste momento, passado de um tempo que está por chegar, não me encontro na dita sala de internet, encontro-me algures na universidade, numa sala conhecida como sala de trabalho dos alunos. É verdade, aqui, temos internet sem fios. Temos aqui mas também temos nas salas de aulas, no bar, enfim, onde quer que nos encontremos, num perímetro que se confina aos terrenos da universidade, e, julgo que, nos edifícios em frente à faculdade também teríamos se lá pudéssemos entrar munidos dos portáteis.
Devemos resolver as problemáticas do presente, mas é-nos exigido prever o futuro.
Nos dias em que a história ainda não escreveu, teríamos uma sala passível de ser ocupada por outra qualquer função. Vou, para já, chamar-lhe sala polivalente e inventar-lhe outra qualquer ocupação, outro estar. Definitivamente, não terei uma sala da internet, para quê?

3 comentários:

sofia. disse...

Talvez para aqueles alunos, como eu já fui, em que a bolsa não chegava para comprar um portátil.
A sala de computadores, das 18 à meia noite era como um clube, ou sala de discussão e o melhor dos recursos num espaço de trabalho.

Cris disse...

Oi sumido!
Gostei do post, fiquei imaginando esse lugar.
Recebeu meu e-mail?

bruno disse...

Talvez não tenha elucidado o assunto da melhor forma ou, pelo menos, com mais dados por forma a que se chegue à decisão que tomei.
Assim sendo, no projecto de que vos falei, devemos também contemplar, entre outras coisas, uma sala de computadores, uma sala “tutorial” e vários espaços de trabalho. nestas dependências, a possibilidade do aluno navegar no ciber espaço é também uma realidade a constar.
Não me parece necessária a existência de uma sala autónoma já que, além dos espaços mencionados, existirá ainda uma biblioteca, dotada de terminais por forma a que a busca por conhecimentos, algures no mundo virtual, possa ser levada a cabo.
Quanto aos portáteis reporto-me ao universo da minha faculdade, em que a grande maioria dos meus colegas o utiliza já como uma ferramenta de trabalho, atrevo-me a dizer, quase imprescindível por forma a que os trabalhos se desenvolvam da melhor forma, onde quer que estejamos.
Num curso como o de arquitectura ou o de design, gastam-se verbas incomensuráveis, em plotagens, em maquetas e afins. Nas salas de aulas discutem-se projectos com folhas e mais folhas, pagas regularmente com assomadas quantias. A hipótese de se transportar os desenhos num portátil, projectando-os numa parede, discutindo assim o processo, é um método que está a uns anos de ser realidade. lembro-me ainda dos tempos do iade, no curso de design, em que os computadores de secretária, eram também eles coisa do futuro.
Não quero com isto dizer, que os desenhos à mão, os esquissos, os lápis, os vegetais, nem tão pouco as maquetas, sejam postos de lado. Podemos contar agora com mais uma ferramenta, infelizmente nalguns casos, portáteis ou de secretária, os computadores substituem o contacto com as folhas em branco, o pensamento feito desenho, mas essa é outra discussão!