17 de dezembro de 2016

a febre que está a contagiar o mundo!

É o futuro que chegou mas já passou.
É o carácter temporário a imperar ao máximo.
É online.
É ao vivo.
É o aqui e agora.
É o Zweite Geist  a substituir o Zeitgeist.
É a febre que já chegou e vai pegar todo o mundo.

O Snapchat, é o facebook do futuro, isso já sabemos. Já? quem sabe sabe, quem não sabe fica a saber, ok?
O Espírito do Tempo, o Zeitgeist, está a ser trocado pelo Espírito do Segundo, o Zweit Geist.
Para quem não sabe, o Snapchat é uma Rede Social em que as pessoas publicam textos, fotos ou vídeos que podem ser vistos apenas uma vez. Aqui está a grande diferença e o aspecto pelo qual tem conquistado os Millenials, as pessoas que nasceram depois do fim do mundo em 2000.
O que significa isto? Pergunta o ávido curioso. Isto significa que há menos pudor e que o que se vê pode, eventualmente, ser mais real e menos sujeito à censura do que a versão photoshop, lambe lambe, das vidas partilhadas no Facebook.
O Snapchat tem conquistado uma legião de gente pelo mundo e agora está a introduzir um produto novo no mercado, os spectacles que são vendidos nos Snapbots.

E perguntam vocês - Mas afinal o que é essa coisa do Snapbot?
O Snapbot faz parte de uma estratégia de marketing que é de tirar o chapéu.
Não me vão ver com isso tão cedo, mas inevitavelmente lá terei uma coisa dessas, quem sabe, a loucura pode chegar a todos.

Sim, sim, tenham lá calma, seus apressadinhos, o snapbot são os pontos de venda dos spectacles que filmam aquilo que estás a ver.
E são vendidos numas máquinas de vendas, iguais aquelas que vendem comida nos hospitais e nos aeroportos e que vendem cigarros nos cafés (em portugal), só que as máquinas são muito mais giras porque vêem na versão Minion inspired.
Parecem mesmo uns minions e é ali que compras os Spectacles.

Não sei quando é que isso chega a Portugal, tão pouco aqui ao Brasil, nem estou ansioso que chegue porque não me vai fazer nem mais nem menos feliz.
Só queria partilhar o vírus aqui, porque sim. Achei a identidade visual dos gajos porreira e a estratégia de marketing melhor ainda.
Eles são cheios de coisinhas, tipo, a caixinha dos óculos é o carregador dos spectacles, abre ao pressionar um botão,  o recibo vem com um arco iris e ainda escreveram uma mensagem em linguagem binária no fim do recibo a dizer "pote de ouro" porque todos sabem que, se conseguirem chegar o fim do arco iris, vão achar um pote ouro, mas é mais uma private do que outra coisa, mas essas privates acabam por se tornar públicas e por tornar a coisa mais trendy.

Agora tende cuidado ao sair à rua porque há por ai muita gente atrás dos pokemons nesta época do ano e todo o cuidado é pouco, nunca se sabe quando é que esses malvados nos podem atacar.

Bom, era só para vos avisar sobre o fim do facibuqui.

Não abanes a cabeça! Não abanes, que a malta da Olivetti também achava que aquelas coisas ligadas aos monitores era passageira e catrapumbas chegaram os pokemons e deram-lhes porrada.

Agora ficai com a versão mais recente do Snapbot. 
(a malta agora tem que fazer as piadas rápido, muito rápido senão ficam démodé)



nota interna:
mais um estrangeirismo e levo um prémio.
bye!

16 de dezembro de 2016

gostas do projeto ou da foto?


Às  vezes acho que gostamos mais das fotos que dos projetos.
Ou melhor, não é às vezes, nem é acho, é isso mesmo e acontece na maioria das vezes.
Andamos a uns 320km/hora e já não paramos muito para apreciar os detalhes.
Este projeto por exemplo, aprisionou-me o olhar nessa imagem ai de cima mas, quando fui ver o resto, achei piada a outros aspectos e, às vezes, falta-nos aquele olhar mais aprofundado. Aquele olhar em que realmente vemos, aquele em que analisamos, aquele que nos conduz a outros campos de reflexão.
Com esta coisa do instagram, andamos a clicar muito e a ver menos. Conhecemos milhares de projetos, vemos tudo e mais um par de botas mas é de forma generalista. Pá pum! (sem vírgula mesmo que não há tempo para pausas).
A verdadeira arquitetura é algo mais que um ângulo bonito ou que o material da moda. (material da moda? betão? esse pensamento deve ter saído diretamente dos anos 60).
Voltando ao projeto, é do Estudio Aire, um escritório, ou melhor Estúdio de criação de projetos de arquitetura Argentino. Ou simplesmente, atelier. (já me confundo todo com a língua daqui e a de lá).
Gostei dessa entrada, que se esconde e  que também permite que os calhambeques fiquem resguardados do sol e protegidos do orvalho  Tenho de dizer que os balanços fazem-me balançar a cabeça, normalmente, em sinal de aprovação. Ainda me suscitam um certo deslumbramento pelo facto de porem em causa a gravidade. (não sei se isso é grave ou não)
(Confesso que não gostei nem uma beca (fiquei na dúvida entre beca, conhé, nesga) da sala, e causou-me uma sensação estranha de casa funerária, mas isso talvez sejam só uma impressão causada pelos meus olhos cansados, ou talvez pela luz da foto, ou pelo mobiliário de bom gosto que lá acabaram por ir parar. se quiserem tem de ir lá ver para eu não estragar aqui o boneco).


Clicai no link do Estudio Aire e ide lá ver para ver se vos agrada algo mais.
Conheci o projeto aqui, coisa que já aconteceu no passado, portanto não sou réu primário.




11 de dezembro de 2016

as fotos da Rita

A Rita tirou umas fotos de fazer cair o queixo. Acreditem, são mesmo fotos. Com uma qualidade plástica que mexe com a alma. Segundo ela, tirou as fotos com pouca luz e, com mais alguns toques de mágica, conseguiu esse efeito.
Adorei as fotos e resolvi partilhar aqui para fazer chegar as fotos ao mundo inteiro aka os 2 ou 3 leitores que aqui vierem.  
São fotos tiradas num dos ensaios de uma peça de teatro da inestética, a peça chama-se Imaterial e se quiserem saber mais informações ide aqui.
Infelizmente eu não pude ver a peça porque estou do outro lado do Atlântico, se vocês não foram ver, agora já é tarde, segundo consta, já saiu de cena.
As fotos, essas permanecem.
Se, como eu, também acharem que as fotos devem ser comercializadas em versão, eu quero ter estas fotos na parede lá de casa, deixem mensagens à Rita. Aqui.
Pode ser que a convençam a resolver-vos alguma prenda de natal.

Ainda aqui estão? ide, ide, clicai aqui  que vereis mais fotos.




9 de dezembro de 2016

quando tu achavas que 2016 já te tinha mostrado tudo?

Eis que surge a moda das pochetes.

Eu não entendo isso.
Já nos tínhamos despedido das pochetes nos anos 80 e ficamos quase 40 anos a recuperar-nos emocionalmente disso, felizmente não havia instagram e facebook para registar o triste espectáculo.
Agora os miúdos que andam aí a tentar ficar na moda vão passar pelo mesmo.

Acho que há coisas, que a história deveria evitar ao máximo e as pochetes são, definitivamente, uma delas.

Só se entende as money belts, primas afastadas, que nos ajudam a esconder o dinheiro quando viajamos. E mesmo assim, muito cuidado para que ninguém as veja.

Estou a repensar, seriamente, o meu relacionamento com a Zara.
Para não acharem que só a zara é que perdeu as estribeiras, vejam lá a imagem da chanel.

Só por causa desta vou deixar de comprar na chanel durante 1 mês para ver se eles aprendem uma lição.




8 de dezembro de 2016

Sério mesmo?


A mulher que fez o upload dessa imagem, no facebook, Carlotta Trevisan, teve a sua conta do facebook cancelada.
why?
É muito óbvio (só que não). Simples assim, ela publicou a foto para assinalar o dia internacional contra a homofobia e a transfobia. Alguns malucos acharam a imagem muito obscena e fizeram denúncia. Posto isto, o sr. facebook, sim acho porreiro transformar a coisa num sujeito, fica mais pessoal, voltando, posto isto o sr. pediu gentilmente que a Carlotta retirasse a foto porque feria as normas de nudez e pornografia. A senhora recusou-se.
Por se ter portado muito mal, e por ter dito não, ela teve o seu perfil cancelado.

#dizquesimparecequenão

PS. precisamos aprender que quando uma mulher diz não é não, ok, sr.facebook? o sr violou o direito dela à livre expressão.

Update

Muita coisa mudou desde o início dos blogues.
Muitos blogues viraram portais e fontes de renda.
A maioria dos blogues que eu seguia ou lia já não existem ou migraram para outros formatos.
Viraram um Twitter ou transformaram-se num negócio.
Negócios que acabam por ficar engessados na fórmula mágica do fazer dinheiro.
Muita da originalidade foi-se.
Sei que hoje a humanidade já não dispõe-se de tanto tempo para ler.
Somos constantemente seduzidos pelo ímpeto de ver as notícias e o facebook e o Instagram e ouvir música e responder às mensagens no WhatsApp e de clicar nas notificações do iPhone.
Alguns dos blogues mais lidos são de memes ou de vídeos.
esta frase, por  exemplo, não será lida. Hoje lêem-se apenas os títulos e os textos que tenham títulos que comecem com:
Os 6 motivos pelos quais você deve viajar sozinho
As 10 atitudes de tem sucesso na vida
Portanto, tópicos, memes, fotos ou vídeos.
Não se quer algo demorado ou duradouro.
Veja-se o fenômeno do snapchat.

Bom, Escrevo para me ler daqui a uns anos.
O aqui é um diário, até que se prove o contrário.
E ainda há por aí alguns cantos vou tentar desbrava-los.


26 de novembro de 2016

Morreu a máquina do tempo!



O Fidel é uma daquelas figuras que fazem parte da história.
Mas a morte dele significa que o tempo passou e que afinal não somos imortais.

A minha opinião sobre ele é muito dividida.

Gosto do Fidel pela utopia, pela educação, pela saúde, pela arte, pela riqueza cultural. Não gosto do que foi inflingido ao Reinaldo arenas, e aos atletas que fugiram e aos que morreram na travessia para Miami e a tantos outros que tiveram as mesmas limitações e foram obrigados a sair da sua cuba libre, por não serem livres.
Não gosto dele pelo que teve que viver o Pedro Ruan Gutierrez para escrever a trilogia suja de Havana, mas adorei ler aquela realidade naquelas palavras sujas como é a Havana do Fidel, aquela que não conheço.

Mas a realidade é que há figuras que definem o espírito do tempo. E, para bem ou para mal ele era uma das figuras que definiam o tempo. Representava um tempo em que havia os maus e os bons e em que normalmente eram dois lados.
Agora há 500 tons de cinza e fazem filmes sobre as outras nuances e tudo é muito rápido, tão rápido que até o Fidel morreu e não tive tempo de ir a cuba.
Essa cuba, a cuba libre, também morreu. Nasce outra. E vamos todos (vamos?) achar uma maravilha as melhorias e a evolução imobiliária e comercial que sabemos que terão lugar nesse novo País. E todos, ao mesmo tempo, teremos saudades dessa cuba, a cuba do Fidel, a Cuba que eu conheço sem ter visitado, a cuba do que poderia ter sido.
A cuba onde o tempo parou durante um instante em que se podia ver o passado.
A cuba da pintura esmaecida, dos carros, a cuba do rum a cuba em que as putas são formadas.

Sobre cuba, quem foi foi, quem não foi vai ler nos livros e perguntar aos que foram.
E tu, foste à cuba do Fidel?

16 de novembro de 2015

han han o blogger com mais seguidores do mundo e outros assuntos que têm tudo a ver, ou talvez não.

Deparei-me com o han han  num livro sobre a china. Por lá, também me deparei com o ai wei wei, outro chinês.
Ambos criticam o estado das coisas, segundo o autor do livro.
O ai weiwei é ávido no twiter, escreve todos os dias e várias vezes. Sim, também é o artista e arquiteto que fez o estádio de ninho de passarinho com o Herzog. Mas já esteve preso, porque o governo chinês inventou que o ai weiwei havia cometido o crime de evasão fiscal.

O outro, o han han, foi best seller quando adolescente e continuou a escrever até descobrir que chegava a mais gente pela internet.

O que é engraçado é que o governo chinês censura o que os tipos escrevem. Portanto é mais difícil saber o que foi realmente escrito. sim, porque o meu mandarim é fantástico.

Estou a tentar saber um pouco sobre a china.
Entre outras informações, descobri que ha um sr bilionário chinês que tem, em sua humilde residência, a módica quantia de 50.000.000,00 de dólares de vinhos franceses, na sua maioria Lafite. Segundo consta, fez a sua fortuna com objetos de prazer. Sim, sexo, naturalmente vende em qualquer parte do mundo. E deve ser a palavra mais procurada na internet, sempre.
Sobre o fascínio dos chineses com o vinho, anda malta em Portugal com os rótulos bonitos e os franceses espetaram com o número 8 na embalagem e pimbas, aumentaram o faturamento.  O número 8, por ser símbolo de prosperidade para os chineses, fez com que os franceses atingissem records de vendas, nunca antes atingidos.

E por falar em franceses, esta coisa do estado islâmico esta a dar que falar.
não sou insensível às mortes que aconteceram mas tenho sérias dúvidas sobre tudo o que esta a acontecer.
A grande malfeitor existe, logo, justifica-se um guerra, não?

Acho que ando a ler muitos livros com teorias da conspiração.

O problema é que neste meio tempo, houve um acordo ortográfico e eu moro aqui no País onde não se pronunciam os eles quando eles chegam atrasados. Portanto já espetei com o faturamento sem c.
Esse e outros fatos sem c virão em seguida.

Sim, voltei a escrever aqui.





19 de fevereiro de 2010

palavra a palavra enche-se o blogue com treta

hoje descobri uma palavra ao acaso, entre um texto e outro, entre uma palavra fugaz, e outra repetida, lá estava ela. Seren... Serio e de idade, Serendicidade.
Seenpidade, serendipidade... ufa, serendipidade!
Palavrinha para se dizer com pouca serenidade é o que é.
Serendipidade é uma palavrinha interessante, o quê? queriam a papinha aqui toda? este é o vosso acaso, acaso desconheçam o meaning da palavrita... ide lá ver ao dicionário...
não? Porquê?
dá trabalho?
Vá preguiçosos, mexer os dedinhos, e não se fiquem pela wikipérdia porque a palavrita pede mais e quem pérdia são vocês...

17 de outubro de 2009

janelas


sigo por entre as serras, por caminhos da memória. por entre os rios e as vindimas. por entre as curvas da serra ouvem-se rumores do frio de um outono que pede desculpa por chegar atrasado. Onde estará o meu verão privado? esse calor que me faz suar nas noites do cerrado? por onde andará o meu colibri? meu beija-flor... bebendo água nas fontes de brasília? se escondendo da chuva? buscando mel nas flores?

de olhos na estrada, sigo a rota de uma voz robotizada que me faz perder o rumo por entre aldeias abandonadas e caminhos por onde nem as cabras passam mais.serras. verdes prados. castanhos, pasteis, laranjas. verdes e mais verdes, folhas caídas. velhos perdidos em estradas sem destino.olham o tempo como quem olha um passado que não chegou para dizer tudo. seia. cidade? distrito? freguesia? museu do pão. entramos? não há tempo... curvas, frio que se aninha sorrateiramente nas entranhas dos trapos de verão, imensidão, vales, aldeias. lagos, laguinhos, rios e riachos, ovelhas. perto. cada vez mais perto. pertinho. do alto! olha o passado aqui tão perto. olha, estranha proximidade de um tempo ali tão perto, longínquo. paragem num passado que se viveu, feliz. saudade de quem não está mais. saudades de um templo destruído. janelas que mostram uma alma frenestrada por um tempo mais apressado. caminhos percorridos, uma e outra vez. caminhos apagados. destruídos. figuras que olham esse cenário com admiração. sem preconceito do cenário de outros tempos.portas caídas. ventos sorrateiros. templo de uma memória avassaladora. saudade.objectos esquecidos pelos ventos, pelo pó. folhas de plátanos que espreitam o teatro sem actores. árvores que dançam tristes sem plateia.
espectáculo. beleza. vazio. salas cheias de tudo menos nada. ouço os passos de um casal que segue ao longe, num tempo que não mais é. páro e vejo, ali, em frente, em cima, por baixo, de todos os lados, no meio da destruição, estranha sensação de beleza. Quanta tristeza. quanta beleza. tanto sentimento. quanto para sentir, para gritar.


Pára. para chorar, rir e apenas sentar em frente à sombra do que foi. o presente é uma sombra forte, marcada, definida, de um passado que me construíu com sorrisos e janelas abertas sobre os ares da serra. como seria bom mostrar isto ao meu pequeno verão privado.
como seria bom ficar ali, parado, horas, dias, fazendo as árvores sorrir... mostrar e contar as histórias partilhar essa tristeza e sorrir no meio dos ventos que varrem a tristeza dali pra longe. ahh.arre...ares da serra. sanatório. que estranha força tens tu na razão da emoção! rasgas-me por dentro o sofrimento e fazes-me sorrir por caminhos que se abrem, com a tristeza de um passado feliz, que não mais é. com o sorriso recuperado por ali ter existido uma história, felicidade sorrateira que chega com o vento e me leva por entre as portas e janelas, até junto de ti. Aí, do outro lado dessas letras...

15 de setembro de 2009

tobias o gato

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Há quatro anos atrás ele ficava sentado ao meu colo, hoje mora na saudade...
Há um ano atrás, e uns dias, ele partiu em busca de outras aventuras.
Fiquei emocionado com as palavras do meu pai de um sentimento que subscrevo.

14 de setembro de 2009

o velho e o novo

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Ao que parece, a sociedade actual, anda muito preocupada com esta coisa de não se envelhecer. anda tudo atrás do santo graal.
Anda tudo a ficar velho por dentro a tentar preservar um arzinho de gaito.
No entanto, não é o caso do que venho aqui ilustrar. Antes pelo contrário.
Como podem perceber pela fachada, ou talvez não, trata-se de um edifício Art Déco. No caso, é um edifício construído em singapura, e não não deixa de me lembrar uma shanghai que nunca conheci, ou uma indochina que me está marcada numa memória do que não vivi.

Deixando as memórias fantasiosas de parte, existe por esse mundo fora, uma vaga de destruição, ou de guerra, diria melhor, guerrilha urbana, ao velho.
Gostei deste gesto em que se preserva uma fachada com todo o requinte que a traça lhe confere, aos olhos, obviamente de um saudosismo por estilos que marcaram uma época deixando, no entanto, que uma nova história tome lugar no seu interior num harmonioso diálogo entre dois tempos. Como em tudo na vida, os opostos, não, não ia dizer que os opostos se atraem, os opostos, quando colocados lado a lado, acabam por se destacar mais.
Irrita-nos mais um ruído se estivermos em silêncio, bebemos mais água se estivermos com muita sede, e não é à toa que o capuchinho vermelho é vermelho, no meio da floresta verde, (afinal o verde é complementar do vermelho).
Outro aspecto interessante, é que um dos motes para este projecto foi a Luz. Ou melhor, segundo parece, os clientes pediram que isso fosse levado em consideração, porquê?
Ora, porque a casa era muito escura, se a casa é muito escura, faça-se luz, luz, sombra.
Com esta coisa dos complementares em mente, foi criado uma história nova numa casa velha.

E renovou-se uma casa tradicional com a inserção de um pátio, e ainda houve espaço para uma piscina. Esta ideia das piscina dentro de casa é uma coisa que, deixem-me que vos diga, aqui em brasília, deveria ser obrigatório. Porquê? porque isto é seco, muito seco. Vá, ok, pelo menos durante o período da seca. Seria um humidificador natural. Nunca fui a Singapura, nem sei se por lá o clima é seco, mas, se for esse o caso, está explicado.

Não estão a entender nada, não? querem que faça um desenho? Ok, não fui eu que fiz mas serve, fiquem com o desenhito...
Esta coisa dos créditos não pode ficar esquecida, portanto cá vai.
O projecto é do atelier, ong&ong e vale a pena irem lá ver outros projectos deles, em que eles projectam dentro do confronto entre o velho e o novo.
Para verem mais fotos, ide aqui, onde descobri este projecto, podem ver mais imagens e ler mais sobre o assunto se estiverem interessados.
Se quiserem ver mais fotos do gajo que disparou os clics que ilustram o post, aqui vai, o nome dele é Derek Swalwell e também vale a visita.

11 de setembro de 2009

esta coisa dos diálogos

É a segunda vez, em poucos dias, que sou contactado por pessoas, ou entidades, citadas aqui neste pedaço de escrita.
Eu que pensava ter só dois ou três leitores, fico surpreso por perceber que, afinal, as palavras vão chegando a cantos inesperados e já se somam uns 4 ou 5 leitores (obrigado mãe e pai, por não deixarem que as visitas cheguem a zero).
Agradeço muito a atenção dos citados em me enviarem emails ou comentários que, de forma tão gentil, me encorajam (a qualquer coisa que não me lembro agora). Fica o exemplo para que futuros email, ou comentários, sigam a mesma linha de raciocínio. Quem, no entanto, não resistir e quiser chamar-me nomes e, ou, colocar a minha integridade em causa por favor, não deixe de o fazer. Esta coisa do diálogo é sempre muito louvável.
Agradeço especialmente à Arq. Ana Rocha do atelier Rocha Tombal (vá, respeito que ela é a arquitecta responsável pelo projecto mencionado no dia 9.9.2009) e aos Magiluth que gentilmente comentaram o meu desabafo sobre a fantástica peça com que me surpreenderam, texto do dia 3.9.2009.
Queria aproveitar a ocasião para agradecer, mais uma vez, aos meus pais, e ao outro(a) leitor(a) que não sei quem é, muito embora a a. jure a pés juntos que é ela, eu ainda tenho as minhas dúvidas. Se fordes leitores do aqui, identificai-vos e tende cuidado com a gramática e com o uso abusivo de elogios à minha pessoa.

PS. Ah, bom! Parece que se começaram a rei..., reinvin.... reivi...., reivindicar, ufa, reivindicar (palavrinha) reivindicar os direitos enquanto leitores. Pê, claro que sei que és amiga leitora que vem aqui porque tens uma alma do tamanho do mundo, aliás, tu és um link ali ao lado desde 2004 aliás, acho que começámos o blogue no mesmo mês, mas a a. faz sempre questão de refutar essa ideia.

Na verdade, devo confessar, tratou-se deu uma estratégia de marketing de vão de escadas, então vejamos.
Eu sabia que, se não te mencionasse, tu deixarias um coment, e eu não faria figura de urso, pelo menos não a 100%, pelo facto de ninguém se acusar enquanto leitor. Se esta lenga lenga, não te convenceu, podes sempre abusar da verborreia e adjectivar-me com palavras hostis. Vá que eu mereço...

10 de setembro de 2009

la piste là

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Ontem fui ao teatro, não, melhor, fui ao circo, não espera, fui ver um espectáculo de música, naa, pera, bom, ok, fui ver o La Piste Là. É uma mistura de tudo isso.
Na verdade é um circo diferente. Tem acrobacias, palhaços, uma música deliciosa que em alguns momentos me lembrou the Non Smoking Band e noutros roçou o Ian Tirsen, enfim, brutal.
As acrobacias, essas arrancaram os suspiros da plateia e, devo confessar, em alguns momentos, fiquei na dúvida quanto à integridade física daquela figurinha que parecia uma miúda de uns 12 anos.
O espéctáculo tem quatro travessos, sendo a estrela da companhia a pequena mulher (ou seja, o anão esteve presente), do outro lado, e que lhe dá maior suporte técnico, o gigante e o acrobata metido a palhaço, por fim, o brilhante músico (também metido a palhaço) constrói todo uma base sonora onde os movimentos vão ganhando forma.
Num estilo minimalista, posso dizer que não faltou nada naquele circo, até o tradicional número dos cavalos foi representado, com a domadora a fazer acrobacias em cima dos seus vários cavalos, a realçar que o único cavalo que lá vi foi um gajo que, quando se ria, parecia relinchar...
Uma coisa é certa, o circo ganhou um novo significado depois de ontem.

9 de setembro de 2009

rocha tombal

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Pequenos, quando rabiscávamos casas com as nuvens e o sol e as andorinhas a voar (pelo menos eu desenhava andorinhas, ok?), desenhávamos, um telhado, janelas, a porta e a chaminé.
Com esses elementos deixava de haver margem para dúvidas sobre a identificação da casinha.

O telhado, ou melhor, o telhado inclinado, com telhas, eira e beira, deixou de ser um elemento do gosto da arquitontura em geral e vivemos um período em que se opta pelo plano horizontal em deterimento do oblíquo. Pelo disfarce da cobertura.
A verdade é que foram desenvolvidas novas formas de se deixar a chuva do lado de fora e as telhas, coitadas, passaram a ser consideradas aquelas coisas que não são para aqui chamadas, vá, ok, podem vir, mas fiquem aí na surdina que ninguém vos veja.

Neste momento as telhas ainda não voltaram a estar na berra mas, a ideia de um telhado, inclinado, muito embora sem as tradicionais telhas, as de barro que nos são tão familiares (pelo menos a nós portugueses, e aos gregos, e aos chineses e...), volta a ser considerada, de resto acho que nunca deixou de ser considerada, mas, para o propósito do meu texto, vamos dizer que sim, ok?

Acho que o quinto alçado andou, durante algum tempo, meio na mó de baixo. Sendo um elemento considerado nas entradas de luz, zenitais, onde podemos constatar, por exemplo, nas mesas invertidas do siza, no museu de Serralves. Adoro o museu de serralves, não me interpretem mal, mas não existe uma relação demarcada com a cobertura. Nem acho que seja necessário que assim seja mas, gosto de perceber que, aqui e ali, se vai colocando o quinto alçado como um elemento que tem algo a acrescentar, que define o objecto.
Já o Francisco Garrido, por exemplo, não considera nem deixa de considerar o quinto alçado, para ele é tudo uma coisa só, plástica e siga (não gosto de facto de ele esquecer essa relação de intimidade entre o indivíduo e o objecto, tudo é monumental demais, plástico demais, vá, bonito para a fotografia).

Voltando ao projecto, ilustrado pela imagem, gosto ainda da forma como não se diferencia o material do telhado do das paredes, como se importasse apenas o simbolo. É interessante, porque podemos perceber essa mesma linguagem, no interior, onde, em várias dependências, não se distinguem os elementos, o piso, paredes, tecto, tudo maculadamente branco. senão veja-se...
É interessante (não é mas fica assim mesmo) o fatco de este projecto ser holandês. Ok, ok, esperado que assim fosse, não? É interessante porque se percebe uma forte influência da cultura local. Temo um objecto totalmente actual, de acordo com a estética e o bom gosto do momento (a estética e o bom gosto do momento é muito bom, de onde tirei isto?), que preserva traços marcantes da arquitectura regional.
olhem esta imagem e digam lá se não é...
Nos países nórdicos, chove mais e, sobretudo, neva mais, dessa forma, não se acumula tanta neve, portanto, a casita preserva uma temperatura menos inóspita. Ok, hoje em dia há os sistemas de aquecimento central que deixam a casa sempre com uma temperatura controlada, mas, é sempre bom minimizar a necessidade de subterfúgios.
Ainda não disse quem fez o projecto?
ah, que falta de educação a minha. O projecto é de uma tal de Rocha Tombal e do seu atelier.



As janelas, essas, são verdadeiramente deliciosas, lembram-me um projecto que já mencionei aqui (vá ide lá ver, vá...), o hotel aire de bardenas.
Quanto ao formato e ao uso do material no exterior, ide ver este projecto que tb já falei aqui dos buroII.