8 de dezembro de 2016
Sério mesmo?
A mulher que fez o upload dessa imagem, no facebook, Carlotta Trevisan, teve a sua conta do facebook cancelada.
why?
É muito óbvio (só que não). Simples assim, ela publicou a foto para assinalar o dia internacional contra a homofobia e a transfobia. Alguns malucos acharam a imagem muito obscena e fizeram denúncia. Posto isto, o sr. facebook, sim acho porreiro transformar a coisa num sujeito, fica mais pessoal, voltando, posto isto o sr. pediu gentilmente que a Carlotta retirasse a foto porque feria as normas de nudez e pornografia. A senhora recusou-se.
Por se ter portado muito mal, e por ter dito não, ela teve o seu perfil cancelado.
#dizquesimparecequenão
PS. precisamos aprender que quando uma mulher diz não é não, ok, sr.facebook? o sr violou o direito dela à livre expressão.
Update
Muita coisa mudou desde o início dos blogues.
Muitos blogues viraram portais e fontes de renda.
A maioria dos blogues que eu seguia ou lia já não existem ou migraram para outros formatos.
Viraram um Twitter ou transformaram-se num negócio.
Negócios que acabam por ficar engessados na fórmula mágica do fazer dinheiro.
Muita da originalidade foi-se.
Sei que hoje a humanidade já não dispõe-se de tanto tempo para ler.
Somos constantemente seduzidos pelo ímpeto de ver as notícias e o facebook e o Instagram e ouvir música e responder às mensagens no WhatsApp e de clicar nas notificações do iPhone.
Alguns dos blogues mais lidos são de memes ou de vídeos.
esta frase, por exemplo, não será lida. Hoje lêem-se apenas os títulos e os textos que tenham títulos que comecem com:
Os 6 motivos pelos quais você deve viajar sozinho
As 10 atitudes de tem sucesso na vida
Portanto, tópicos, memes, fotos ou vídeos.
Não se quer algo demorado ou duradouro.
Veja-se o fenômeno do snapchat.
Bom, Escrevo para me ler daqui a uns anos.
O aqui é um diário, até que se prove o contrário.
E ainda há por aí alguns cantos vou tentar desbrava-los.
Muitos blogues viraram portais e fontes de renda.
A maioria dos blogues que eu seguia ou lia já não existem ou migraram para outros formatos.
Viraram um Twitter ou transformaram-se num negócio.
Negócios que acabam por ficar engessados na fórmula mágica do fazer dinheiro.
Muita da originalidade foi-se.
Sei que hoje a humanidade já não dispõe-se de tanto tempo para ler.
Somos constantemente seduzidos pelo ímpeto de ver as notícias e o facebook e o Instagram e ouvir música e responder às mensagens no WhatsApp e de clicar nas notificações do iPhone.
Alguns dos blogues mais lidos são de memes ou de vídeos.
esta frase, por exemplo, não será lida. Hoje lêem-se apenas os títulos e os textos que tenham títulos que comecem com:
Os 6 motivos pelos quais você deve viajar sozinho
As 10 atitudes de tem sucesso na vida
Portanto, tópicos, memes, fotos ou vídeos.
Não se quer algo demorado ou duradouro.
Veja-se o fenômeno do snapchat.
Bom, Escrevo para me ler daqui a uns anos.
O aqui é um diário, até que se prove o contrário.
E ainda há por aí alguns cantos vou tentar desbrava-los.
6 de dezembro de 2016
26 de novembro de 2016
Morreu a máquina do tempo!
O Fidel é uma daquelas figuras que fazem parte da história.
Mas a morte dele significa que o tempo passou e que afinal não somos imortais.
A minha opinião sobre ele é muito dividida.
Gosto do Fidel pela utopia, pela educação, pela saúde, pela arte, pela riqueza cultural. Não gosto do que foi inflingido ao Reinaldo arenas, e aos atletas que fugiram e aos que morreram na travessia para Miami e a tantos outros que tiveram as mesmas limitações e foram obrigados a sair da sua cuba libre, por não serem livres.
Não gosto dele pelo que teve que viver o Pedro Ruan Gutierrez para escrever a trilogia suja de Havana, mas adorei ler aquela realidade naquelas palavras sujas como é a Havana do Fidel, aquela que não conheço.
Mas a realidade é que há figuras que definem o espírito do tempo. E, para bem ou para mal ele era uma das figuras que definiam o tempo. Representava um tempo em que havia os maus e os bons e em que normalmente eram dois lados.
Agora há 500 tons de cinza e fazem filmes sobre as outras nuances e tudo é muito rápido, tão rápido que até o Fidel morreu e não tive tempo de ir a cuba.
Essa cuba, a cuba libre, também morreu. Nasce outra. E vamos todos (vamos?) achar uma maravilha as melhorias e a evolução imobiliária e comercial que sabemos que terão lugar nesse novo País. E todos, ao mesmo tempo, teremos saudades dessa cuba, a cuba do Fidel, a Cuba que eu conheço sem ter visitado, a cuba do que poderia ter sido.
A cuba onde o tempo parou durante um instante em que se podia ver o passado.
A cuba da pintura esmaecida, dos carros, a cuba do rum a cuba em que as putas são formadas.
Sobre cuba, quem foi foi, quem não foi vai ler nos livros e perguntar aos que foram.
E tu, foste à cuba do Fidel?
21 de outubro de 2016
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