5 de setembro de 2009

kiss bill

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Antes de começar, uma voz avisa que o espectáculo terá uma hora, dá uma pausa e continua, ...e quarenta minutos.

Foi a primeira vez que vi uma peça de teatro com legendas. O facto de eu estar sentado na primeira fila, e as legendas estarem lá em cima, provocou aquela coisa fantástica, ou lês a merda das letras, ou vês o que se passa no palco, mais ou menos o que se passa quando temos o azar de ficar sentados na primeira fila do cinema e andamos a varrer o ecrã que mais parece que estamos a ver um jogo de ténis.
Não deixa de ser interessante o paralelismo com o cinema, uma vez que a peça, em si, é inspirada no famigerado Kill bill. Ok, confesso, não gosto do kill bill, nem à pancada.
Mas não estou aqui para falar do Tarantino, nem para mencionar o facto de já ter sido, aqui em brasília, guia do Michael Madsen (o gajo entra no kill bill), vá, a bem da verdade nem andei com ele para um lado e para o outro, o gajo só saiu do hotel para ir a um restaurante e era de poucas palavras.

Sobre o Kiss Bill, ao fim de uns 10 minutos resolvi não me esforçar para ler as letrinhas, tão pouco para tentar entender tudo o que era ali dito num francês que saia disparado a 300km/h.
Acabei por perceber que o tempo não demoraria a passar, quando os travessos começaram a a dançar.
A peça foi muito mais fisica que argumentativa, o que o meu pescoço agradece por não me obrigar a olhar para cima em busca da descodificação.
As coreografias foram fantásticas e a linguagem corporal daquela gente é impressionante, mostraram-me até a existência de moviementos que eu desconhecia serem possiveis de executar com um simples corpo humano. Devo notar que cheguei à conclusão que a minha falta de elasticidade é maior do que eu pensava.
Lembrei-me da coreografia de dança no final (acho que foi no fim, mas...) do Habla con Ella.
os 10o minutos passaram rápido e, num ápice tinha acabado a peça.
Falei com um fotografo depois da peça, que me confessou ter achado a peça muito longa e, hoje, no elevador, encontrei o meu vizinho, ban ban ban, encenador de teatro, renomado até mais lá fora do que aqui em terra brasilis, e ele, também lá esteve ontem, confessou-me o mesmo, a peça poderia ter sido menos longa.
Cada cabeça sua sentença, gostei, achei que o tempo passou rápido demais, e veria mais e mais, a banda sonora ajudou, muita coisa do kill bill (sim, ok, as músicas ainda se salvam) e uma das petizas cantou, à capela, e esteve muito bem.

curiosidade?
sim, a diretora da companhia, pigeons international e do espectáculo, é portuguesa, uma Paula de Vasconcelos, na conhecia mas gostei do trabalho dela. Ela marota cresceu em montreal, e a companhia é canadense, formada e orientada por ela, ao que parece, sempre nesse limbo entre teatro e dança.

4 de setembro de 2009

disturb me

.O que é que tem de interessante?
como assim, o que é que tem de interessante? tudo!
Ok, é giro, bonito e dá vontade de transformar o quarto numa coisa assim.
O interessante, interessante mesmo é que isso é uma instalação, e eu, na maioria das vezes, não lhes encontro pretexto. Mas, verdadeiramente interessante é que isso na verdade foi criado num quarto de um hotel que se chama the white hotel. abre parêntesis o hotel em si dá um post, é porreiro e vale a pena ir ver as fotos, na versão pobre, ou visitar na versão, deixa lá ir tratar de umas cenas a bruxelas e experimentar esse estaminé. Seguindo, o hotel é todo branco e é reduzido ao mínimo nos elementos (parentesis dentro de parêntesis é demais, mas siga, poderia até comparar o white hotel de bruxelas, com o colour hotel de frankfurt) fecha parêntesis
Agora, digo-vos, percam tempo a ver o filmito, que vos vou deixar, porque a piada está toda nele.
Vá, é só clicar no play e esperar um bocadito, vale a pena. Ok, ok! no fim aparece a Catarina Furtado aos beijos à Barbara Guimarães.

Disturb me - Brussels from Thepopcornmakers on Vimeo.


PS. achei isso aqui

3 de setembro de 2009

sem palavras

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Começou ontem o Cena Contemporânea, festival internacional de teatro de brasília, e, ontem mesmo, fui ver uma das peças.
Ato.
Quatro seres que nos mostram os nossos reflexos, angústias, invejas, paixões, desejos, tristezas, alergias, tudo, tudo isso apenas com gestos e interjeições.
Mostram-nos, como somos, contraditórios, circunstanciais mas irremovíveis nessa busca pela felicidade que, na maioria das vezes, está ali bem ao lado da nossa cegueira.
Os marotos pertencem a um grupo que dá pelo nome de magiluth, e o blogue deles é este.
Os travessos têm talento de sobra e deixaram-me, assim, sem palavras.


PS. se vier aqui parar, por algum desígnio dos deuses da blogosfera, alguém de brasília, não deixem de ir ver, ainda está em cena. No mais ainda há mais coisinhas para ir ver...

31 de agosto de 2009

"The best things in life aren't things."
Art Buchwald

PS. então e, para ti, quais são as melhores coisas da vida?

29 de agosto de 2009

tudo e mais um par de botas

Ontem, abri o facebook e estava lá um post da Rita, com um video do Ali-G (um irmão afastado do Brüno, e primo afastado do Borat, todos filhos do mesmo pai, Sacha), imperdível, em entrevista ao Noam Chomsky.

O meu post anterior, falava sobre a Maria Manuela. Antes desse, falei sobre o Brüno.
Ontem, estava estupidificado em frente à tv, e deu um programa sobre o fenómeno, mais do que os blogues, da revolução na forma como a realidade foi alterada.
Ora bem, o chomsky alterou também, a forma de ser encarar o mundo.
E o que é que a maria manuela, tem a ver com isto tudo?
bom, é o seguinte, o blogue dela chamava-se, a amante do Sr. engenheiro, um nome sugestivo, para um sítio onde se liam emoções sem pudor, cruas, como é a verdade e a realidade, sem filtros sociais.
O girl with a one-track mind, que deu origem a um best seller, foi um dos grandes responsáveis pela transição das revistas cor de rosa, em que a mulher era retratada como a alminha sedenta por manter o seu homem, a todo o custo, daí as mil e uma dicas que, segundo se pensava, espelhavam as necessidades da mulher moderna, para uma nova postura em que se descobria que a mulher também podia ser uma predadora sexual, com desejos, e ansias, anteriormente atribuídas aos homens.
Se o chomsky, demorou uma década a afetar uma imensa maioria, com o fenómeno dos blogues, a coisa passou a ser mais imediata.
Com o youtube e com os programinhas sociais, como orkut, twiter, facebook, hi5 e mais uns qunihentos que aparecem todos os dias, as mensagens disparam a uma velocidade superior à do pensamento...
Esta tudo relacionado, e tudo se linka (linka é uma palavra nova, coitado do aurélio, né chomsky?).
Bom, existe uma linguagem nova, que se constrói a cada segundo e temo deixar de entender o fio deste texto dentro em breve.
a grande questão é que, na internet, encontramos tudo e mais um par de botas, com uma relação quase que imperceptível entre tudo e todos.
Conhemos fulano, que conhece sicrano, que foi a casa de beltrano que um dia se cruzou com a Catarina furtado no Supermercado que, por sua vez é amiga da maria manuela que, quem sabe, terá sido influenciada pela abby lee, alter ego da girl.
O que é interessante é que as verdades andam sempre escondidas pelo anonimato.
Ou seja, a voz da maioria é mais ouvida se se preservar a fonte.
Desta forma, o que eu escrevo aqui é pouco verdade, porque eu estou sujeito às mascaras que uso e que me preservam perante a sociedade. (chamar sociedade aos dois leitores que aqui vêm é demais, não? a isto chama-se falsa modéstia, porque eu sei muito bem que tenho pelo menos, uns 3 leitores, vá, vá, em dias de bons ventos...)
Afinal eu não quero que descubram aqui que eu sou o grande responsável pela crise, isso seria o meu fim social.
É interessante (será que é mesmo?) mas veja-se que o sacha, pessoa que dá corpo ao Ali G, ao borat e ao Brüno, pouco nos interessa. A verdade é que presevada a imagem dele, enquanto ser social, ele nos aponta milhentas verdades.
Não, não é coisa nova, aquela Pessoa, o Fernando, ele refugiava-se em personagens para contar as verdades que ululavam por emergir. Mas o heterónimo não seria, também ele, a maior personagem delas todas, ou será o personagem? diga lá de sua justiça Sr. Noam, ah sim sim, a língua evolui e somos absorvidos por novas regras, fungindo delas, criando novas e por aí vai.
bom a verdade é que a senhora, que assinava Abby Lee, do girl with..., foi descoberta, e caiu por terra a verdade sobre aquela caçadora voraz de sexo que escrevia sobre as suas aventura. Ou terá caído o personagem?
Desde que inventaram a rede, estamos todos a querer pescar alguma coisa com ela, mas a grande verdade (se é que existe isso) é que estamos todos a ser pescados por ela.
Lembrei-me da mítica frase do nosso ido amigo - E esta, hein?
Vou lá escrever no facebook, e esta hein? e logo se lembrarão do Fernando Pessa.
Não, não é Fernando Pessoa, é mesmo o Pessa.
Aí entra essa coisa da memória colectiva, será possível criar uma memória colectiva, com tanta informação por aí?
Temos cabeça para tanta coisa?
Temos cabeça para ler e ouvir e ver, e e escrever tanta coisa, para ir ao facebook, vir aqui parar por um link, chegar ao fim de textos desconexos (como este, obviamente) e ir ao teatro, e ao cinema, e ler livros, reflectir sobre o que o noam escreveu, e ler platão, e os lusíadas, e os patinhas, e o calvin, ver programas descomprometidos na tv, fazer zapping, ver o bruno, o kim ki duk, ler blogues, seguir os links deles, e ainda ter tempo para ler a bíblia e saber quem beijou jesus (aquele da madona, claro), e qual é a cor das cuecas do beckam, e se a pamela aumentou ou diminui as mamas. Teremos neurónios para saber inglês, português, beijar em francês, espancar o espanhol, e vestir em italiano, e ainda aprender as novas gírias da net, e ter o face, o hi5, o myspace e o caralhinhodascaldas.com e fazer orgias com a maltinha toda.
Acho, porque me perdi mesmo, que deixámos o juízo onde judas perdeu as botas, aliás, tudo e mais um par de botas...

PS. se vcs clicaram no link da amante do Sr. engenheiro, perceberam que o nome do blog está disponível, a história acabou, viveu quem conheceu, quem não conheceu pumpas... já era. Nova era...

27 de agosto de 2009

maria manuela

oh maria!
eu pensava que tinhas desaparecido do mapa, mas, ao que parece ainda continuas viva.
Como é que sei?
Então foi assim, fui, como é hábito, ao beco e vi que estava lá um comentário de uma tal de maria manuela.
Olha, olha! Se não é a amante do sr...!
Bom, ainda tenho o link do teu ex blog vá, vá, partilha...
Não te preocupes que eu grite isso alto porque já não vem aqui ninguém.
No entanto, se, por obra e graça do espírito santo, apareceres por aqui, dá notícias.
Parece que tens um estáminé fui lá bater à porta mas ninguém abriu.
Noc, noc...

PS. parece que há por aí gente que não tem muito o que fazer e andou a encher a paciência à MM. Não sei bem a história, até porque não leio a caras blogos para saber quem disse o quê a quem. Mas, dizem as más línguas, que houve promessas de morte. Parece que tudo terá começado nos idos de 1995, quando a MM, disse a uma amiga que não lhe ia dar o teste de português para ela copiar, posto isso, a, até então, amiga da MM deixou de lhe falar e começou a espalhar que ela tinha roubado o lanche da Rita. O tempo passou e, com esta coisa do Facebook, a Rita encontrou a MM e pediu para ser amiga dela, a MM recusou, porque ainda guardava algum rancor por ter sido acusada de ter roubado o lanche, que lhe causou um desconforto e nunca mais conseguiu comer sandes de fiambre com manteiga. A Rita, ao ver negado o seu pedido de, vá lá, deixa-me ser tua amiguinha no facebook, comentou o episódio com a amiga, que não conseguiu copiar da MM no teste de português, que tinha reencontrado seis meses antes, por acaso, no sítio do costume, pingo doce. Esta, por sua vez, ainda não tinha ultrapassado bem o facto de ter desistido da Secundária, por ter chumbado a português, mas tornou-se, nas horas vagas, hacker por passar tantas horas em frente ao computador a tentar superar os seus problemas com glicose. Um dia a MM percebeu que os comentários dela, no blogue onde ela espunha a sua vida, andavam a ser mexidos e que os posts apareciam com erros de português. Enfim, o resto da história eu não sei, mas, se encontrar a MM no facebook, ou se ela passar por aqui, terei mais notícias.