Ontem, instigada por um trabalho de faculdade, a minha mãe perguntou-me o que era arte.
Fiz uma pausa e percebi que não consigo responder a essa pergunta como se responde que dois e dois são cinco.
Depois, a conversa, mais uma vez suscitada pela carga de trabalhos da faculdade, derivou para o confronto entre o conhecimento enquanto poder e, segundo um autor, que não ma lembra o nome do petiz, o conhecimento restrito à ciência por sua vez circunscrito à tecnologia.
E por ali seguimos filosofando sobre arte, o conhecimento e sobre a correria do dia-a-dia.
Discutimos o facto de não termos tempo para reflectir nas coisas e como o facto de termos tanto conhecimento à nossa disposição nos deixa paralisados face ao tanto que ignoramos.
Portanto, eu que estudei tanto a história da arte, percebo que não sei o que é arte.
É que existem milhares de conceitos de arte por aí.
Arte é a busca pelo belo, será? (e o que é o belo, não me venham com o gillo dorfles e a estética e o gosto, ok!)
Arte é uma manifestação do homem, desprendida de função objectiva! (hum, ok, mas muito vago...)
Arte é tudo e mais um par de botas que crie impacto, e provoque interacção entre um criador e um observador. (aqui entram as merdinhas das instalções e de muitas das performances que não fazem sentido algum que não para o seu criador, e para milhares de críticos de arte que buscam um entendimento maior do existencialismo).
Afinal o que é arte?
um quadro é arte?
ok, é pintura!
um filme é arte, diz que é a sétima, mas todos os filmes são arte, até o rambo e a música no coração?
Fotografia é arte, mas e as fotos da matadinho que andaram a rodar na net, são arte? e quem é que diz que é arte ou não? ainda existe academia das artes? eles ditam as regras?
as regras surgem todos os dias?
Existe distanciamento para que possamos classificar o que é arte, hoje?
Será que o marcelo do campo matou mesmo a arte, com um simples urinol?
E quando a minha visinha diz que o filho dela é um verdadeiro artísta, devo acreditar?
bom, já dizia o outro, estudamos muito para ficarmos estupidos.
E diz ainda o outro que o paraíso é dos pobres de espírito.
tu que perdeste tempo a ler isto, sim! tu!
tu que sabes o que é arte, explica-me que eu já não sei o que é...
Tu que não sabes o que é mas que vais pesquisar por aí e tens tempo para me ajudar a ajudar a minha mãe, afinal de contas é triste ela perceber que o tempo que eu passei na faculdade só serviu para me tornar imbecil.
bom, se tiveres a tua versão do que é arte, manda uma mensagem para a minha caixinha de coments.
Não sei se perceberam, eu não sei o que é arte mas sei perguntar, o que é arte? em inglês, además, com palavreado rico e próprio de quem anda atento aos outros povos.
Hoje em dia trocamos um tipo de conhecimento, por outro. É o sinal dos tempos!
15 de abril de 2009
9 de abril de 2009
diz que sim
Diz o calendário que já se passou uma data de tempo desde que fiz o último post.
(Será que o animal que deveria actualizar o blog anda a pensar em desistir de escrever?)
Esta merda parece mesmo aquele palhaço que está à espera dos comentários ao estilo, vá lá, não deixes de escrever, continua, gostamos de ti...
bom, ao que parece existe uma vontade, lá bem no fundo, de voltar a mandar uns bitaites ao pessoal.
vá, calminha que o império não se desfez num dia, e ainda hoje dizemos que os portugueses foram os maiores na época dos descobrimentos, ou terá sido dos achamentos?
Bom, não perdi nada para achar, mas parece que já não consigo achar um pingo de sentido nesta prosopopeia...
olha porreiro, prosopopeia não fica sublinhado, portanto parece que está bem escrito.
Esta cena do corrector é uma merda...
acho que é a segunda vez que escrevo merda, bom, com esta foi a terceira...
vá, ide, e voltai outro dia, que isto hoje já não vai chegar a lado nenhum...
diz que não. Parece que sim...
(Será que o animal que deveria actualizar o blog anda a pensar em desistir de escrever?)
Esta merda parece mesmo aquele palhaço que está à espera dos comentários ao estilo, vá lá, não deixes de escrever, continua, gostamos de ti...
bom, ao que parece existe uma vontade, lá bem no fundo, de voltar a mandar uns bitaites ao pessoal.
vá, calminha que o império não se desfez num dia, e ainda hoje dizemos que os portugueses foram os maiores na época dos descobrimentos, ou terá sido dos achamentos?
Bom, não perdi nada para achar, mas parece que já não consigo achar um pingo de sentido nesta prosopopeia...
olha porreiro, prosopopeia não fica sublinhado, portanto parece que está bem escrito.
Esta cena do corrector é uma merda...
acho que é a segunda vez que escrevo merda, bom, com esta foi a terceira...
vá, ide, e voltai outro dia, que isto hoje já não vai chegar a lado nenhum...
diz que não. Parece que sim...
6 de março de 2009
amuse me - lou mora

O maroto é fotógrafo, tem talento q.b. e venceu o go indie
Responde (será?) na rua quando o chamam por lou mora.
Responde às perguntas feitas no blog, por email, quando se pede para roubar fotos para ilustrar posts e tem um site bem catita.
4 de março de 2009
movie spy
ontem fui piloto de teste de cinema.
Infelizmente não posso comentar nada do que vi.
Sequer o título do filme.
Mas é daquela realizadora (segundo a vanessa deveria escrever realizador, será?) any way, de qualquer forma não posso dizer o nome da lady.
Epá, já estou a dizer que é mulher (será que levo uma advertência?).
É porreira esta sensação de espião das artes.
Vais lá e vês os filmes antes dos outros, comentas, falas com a equipe do filme, elaboras uma tese sobre os personagens, sobre o argumento, música, fotografia e todos os aspectos que te pareçam pertinentes, melhor de tudo, eles ouvem mesmo o que nós temos a dizer e podem mudar qualquer coisita.
Sabes aquela sensação nos filmes, em que comentamos- ahhhh! não gostei do fim, eles deveriam ter morrido, ou ter sido felizes pra sempre - mas ninguém nos ouve?
Pois ali eles ouvem e com um pouco de sorte ainda te fazem a vontade.
Eu dei uma dica para o título, será que pega? bom a lady anotou no livrinhno dela depois de rir durantes uns bons 4 segundos.
Infelizmente não posso comentar nada do que vi.
Sequer o título do filme.
Mas é daquela realizadora (segundo a vanessa deveria escrever realizador, será?) any way, de qualquer forma não posso dizer o nome da lady.
Epá, já estou a dizer que é mulher (será que levo uma advertência?).
É porreira esta sensação de espião das artes.
Vais lá e vês os filmes antes dos outros, comentas, falas com a equipe do filme, elaboras uma tese sobre os personagens, sobre o argumento, música, fotografia e todos os aspectos que te pareçam pertinentes, melhor de tudo, eles ouvem mesmo o que nós temos a dizer e podem mudar qualquer coisita.
Sabes aquela sensação nos filmes, em que comentamos- ahhhh! não gostei do fim, eles deveriam ter morrido, ou ter sido felizes pra sempre - mas ninguém nos ouve?
Pois ali eles ouvem e com um pouco de sorte ainda te fazem a vontade.
Eu dei uma dica para o título, será que pega? bom a lady anotou no livrinhno dela depois de rir durantes uns bons 4 segundos.
11 de fevereiro de 2009
sexto elemento
.
Quando pensamos espaço, muitas vezes, descuramos o sexto elemento.
Pensamos as paredes (quatro para dar conta certa) e pensamos a plantinha. Pensam-se materiais, cores, texturas, cotas, e tudo e tudo e tudo.
O sacana do tecto é tantas vezes esquecido ou, no minimo, deixado para segundas núpcias.
Estava a ver este projecto do Carrilho da Graça e percebi que, muito embora tenha gostado do todo, o tecto me despertou mais interesse.
Depois pensei que realmente nem sempre se pensa no sexto elemento, denominado por alguns de quinto alçado, como um lugar de cor.
Antigamente, no tempo dos afonsinhos a coisa não era bem assim. Os tectos eram de longe merecedores de mais atenção que os demais alçados.
Acho que andamos a perder qualidades com o tempo. (Sim sim, portugal foi uma potência mundial e blá, blá, blá....)
E não me venham com desculpas de dores no pescoço inspirada na conversa dos tempos da carteirinha nas palavras da professora de ergonomia com o angulo na cervical e rebéu béu béu pardais ao ninho.
Quando pensamos espaço, muitas vezes, descuramos o sexto elemento.Pensamos as paredes (quatro para dar conta certa) e pensamos a plantinha. Pensam-se materiais, cores, texturas, cotas, e tudo e tudo e tudo.
O sacana do tecto é tantas vezes esquecido ou, no minimo, deixado para segundas núpcias.
Estava a ver este projecto do Carrilho da Graça e percebi que, muito embora tenha gostado do todo, o tecto me despertou mais interesse.
Depois pensei que realmente nem sempre se pensa no sexto elemento, denominado por alguns de quinto alçado, como um lugar de cor.
Antigamente, no tempo dos afonsinhos a coisa não era bem assim. Os tectos eram de longe merecedores de mais atenção que os demais alçados.
Acho que andamos a perder qualidades com o tempo. (Sim sim, portugal foi uma potência mundial e blá, blá, blá....)
E não me venham com desculpas de dores no pescoço inspirada na conversa dos tempos da carteirinha nas palavras da professora de ergonomia com o angulo na cervical e rebéu béu béu pardais ao ninho.
5 de fevereiro de 2009
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